• Tributo ao património recreativo
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“Tony Klauf”
Notas biográficas

António Ribeiro, que usa o pseudónimo artístico de “Tony Klauf”, nasceu, em 27 de Maio de 1957, na casa dos claustros do Mosteiro de Grijó - Vila Nova de Gaia (Portugal).

O seu gosto pela cultura recreativa foi-lhe incutido através das actuações dos ilusionistas que presenciava nos espectáculos de circo e, mais tarde, na televisão.

Iniciou a sua aprendizagem quando adquiriu o 3° volume de Arte Mágica, de Eduardo Relvas. Esta obra, bem como as de Martins de Oliveira - Magia Teatral, Magia do Fogo e Magia do Século XX - constituíram a fonte de progresso dos seus conhecimentos, no campo das ciências e das artes recreativas. Sempre insatisfeito, intensificou os estudos e treinos técnicos, sob a orientação do ilusionista “Conde Túlipa Negra”. Mais tarde, teve formação teatral nas áreas de cenografia, dramaturgia, encenação, expressão corporal, expressão de voz, expressão dramática, história do teatro, luminotécnia, interpretação e sonoplastia.

Filiou-se nas seguintes instituições: Clube Ilusionista Fenianos (C.I.F.), tendo integrado a equipa directiva, Associação Portuguesa de Ilusionismo (A.P.I.), tendo feito parte do elenco de dirigentes, The International Brotherhood of Magicians (I.B.M.), Clube Mágico Português (C.M.P.), The Society of American Magicians (S A.M.) e Círculo de Cultura Teatral (C.C.T.).

Como autodidacta, manufacturou os seus aparelhos de ilusionismo e, seguidamente, conheceu algumas casas de venda destes artigos: Fermag, Magiarte, Mayette, Supreme, Abott e Louis Tannen.

A sua primeira actuação, como ilusionista, teve lugar no Circulo Católico de Operários do Porto. Depois, exibiu-se em espectáculos realizados em colectividades e instituições sediadas em: Braga, Espinho, Famalicão, Figueira da Foz, Gondomar, Maia, Marco de Canaveses, Matosinhos, Ovar, Porto, Santa Maria da Feira, Vila Nova de Gaia, etc. etc. Participou no I Festival Mágico da Costa Verde, nas comemorações em honra de S. João Bosco, no C.I.F., no IV Festival Mágico da Figueira da Foz, com o grupo de teatro negro “Os Aladinos”, do qual é co-fundador, tendo este sido distinguido com o primeiro prémio na modalidade de Luz Negra. Sem nunca se ter desviado da sua posição de ilusionista, a fase de actuações em espectáculos sofreu um abrandamento, para devotar-se ao incremento doutras vertentes da arte.

Com efeito,

I

promoveu exposições temáticas nos seguintes eventos: Convenção A.P.I.; Simpósio Magiarte; II Congresso Português de Ilusionismo (Figueira da Foz); Magicvalongo; I Dia Mágico Internacional en Salamanca; Ilusionismo no Cinema York (Matosinhos); IX Festival Internacional de Magia da Amadora; 21° Congresso Mundial de Magia F.I.S.M. (Lisboa);

II

desempenhou as funções de construtor e supervisor de grandes ilusões nos programas televisivos: Isto é Magia; Noite Mágica; The Champions of Magic, bem como nas peças teatrais: Mandrágora, de Nicolau Maquiavel; Clamor , de Padre António Viera /Luisa Costa Gomes; Fados, de Ricardo Pais; Tempestade, de William Shakespeare; Rei Lear, de William Shakespeare e ainda nos espectáculos de Ilusionismo Há Magia em Belém; Luis de Matos Especial;

III

proferiu, a convite de Mike Caveney, John Gaughan, Joan Lawton e Jim Steinmeyer organizadores da Conference on Magic History (Los Angeles), uma conferência sobre o historial da Magiarte, uma vez que os aparelhos desta casa, descritos numa enciclopédia americana, são considerados pelo seu autor entre os melhores fabricados no mundo.

IV

organizou os Simpósios Magiarte, respectivamente (no Porto e em Matosinhos) e (em Paredes), que registaram a participação de ilusionistas nacionais e estrangeiros;

V

é, proprietário da conhecida casa de artigos de ilusionismo Magiarte, de que foram fundadores, Eduardo Franco e Dr. Armindo de Matos; o material que comercializa é, na sua maior parte, por si fabricado, em oficina própria, sendo a sua produção quase que exclusivamente absorvida por encomendas provenientes de clientes nacionais e estrangeiros; tem a representação de firmas estrangeiras da especialidade, existindo, nos seus «stocks», praticamente todas as novidades que vão surgindo por esse mundo fora;

VI

publicou um Novo Sistema de Informações Catalogadas e o Catálogo N°3; reeditou o Suplemento ao Catálogo (Catálogo N°2), da Magiarte e retomou, sem periodicidade definida, a publicação do Boletim Magiarte, que distribui graciosamente, chegando a todos os recantos do mundo; editou os livros o Seu a seu Dono; Bibliografia Portuguesa de Ilusionismo Até ao Século XIX; A Importância do Baralho Ordenado no Ilusionismo;

VII

produziu vários efeitos especiais para «shows» de variedades, teatro e cinema, nomeadamente para a primeira mega-ilusão Prever [e Acertar] os Números do Totoloto, exibida em Portugal, na qual desenvolveu e fabricou o aparelho, como também foi operacional no sistema aplicado, no decorrer da realização;

VIII

as suas constantes pesquisas conduziram-no à descoberta de Thesovro de Prvdentes, datado de 1612 e que é neste momento um dos primeiros livros, a nível mundial, com referências ao ilusionismo, pelo que o reputado mágico espanhol, Juan Tamariz o convidou para dissertar nos Encontros del Escorial (Madrid), sobre a Literatura Portuguesa até ao Século XIX, tendo também proferido idênticas dissertações na Associação portuguesa de Ilusionismo; Clube Ilusionista Fenianos; IX Festival Internacional de Magia da Amadora;

IX

fez parte da comissão organizadora do II Congresso Português de Ilusionismo, e do Magicvalongo;

XI

foi consultor histórico, nas Memórias da Magia, rubrica integrada no programa televisivo Noite Mágica;

XII

realizou um inquérito a nível nacional sobre ilusionismo

XIII

fundou, o Ring n° 312 Portugal, representação da International Brotherhood of Magiciens (I.B.M.), dos Estados Unidos da América

XIV

o reconhecimento do seu trabalho foi feito através de: Diploma e Medalha no IV Festival Mágico da Figueira da Foz; Placa da Noite Mágica R.T.P.; Diploma do 21° Congresso Mundial de Magia F.I.S.M.; Sócio Honorário do Clube Mágico Português;

XV

as actividades que desenvolve em prol do ilusionismo deram lugar a reportagens, artigos e entrevistas, em vários órgãos da imprensa escrita, tais como: Jornal de Notícias; Sábado; El Adelanto (Espanhol); Tal & Qual; Diário de Notícias; Amigos de Gaia; Notícias Magazine;

XVI

não deixando passar em claro as suas actividades, a elas se referiram, a Rádio Renascença; Rádio Globo Azul;

XVII

referenciado nos arquivos da Rádio Televisão Portuguesa, como dotado das melhores habilitações para dissertar sobre tudo quanto se relaciona com o ilusionismo (tal como o demonstram as imagens emitidas, respeitantes à colecção de aparatos, biblioteca, oficina, etc.), foi convidado pela produção da R.T.P. (Porto), para aquela que viria a ser a sua primeira entrevista, em termos televisivos, no programa Nunca mais é Sábado, à qual se seguiram outras, quer na R.T.P., quer nas estações de T.V. independentes;

XVIII

a sua biblioteca integra uma imensidade de obras, designadamente: livros, revistas, jornais, biografias, cartazes, programas, etc., desde as primeiras publicações integrais de ilusionismo, editadas em Portugal, até às mais recentes e à mais diversificada literatura estrangeira;

XIX

a sua requintada colecção de aparatos, com proveniência, desde a casa mais antiga portuguesa, até à mais moderna, destacando-se os produzidos pela Magiarte, bem como os provenientes de muitas congéneres estrangeiras, todos submetidos a uma catalogação perfeita, capaz de, relativamente a cada um deles, identificar e historiar, com exactidão, o ano de fabrico, a procedência, os ex-proprietários, etc. etc.

Magalhães Aguiar “Raiuga”

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